Ana Amélia A. Carvalho (2006)
Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação, (pp. 55-78)
· a primeira fase, designada por informação corrida, é caracterizada pela inexistência de design e de comunicação. O utilizador, praticamente lê a informação que lhe é apresentada;
· a segunda fase, designada por multimédia (no seu pior), caracteriza-se por um design de efeitos visuais e sonoros desequilibrado. A informação é apresentada em forma de texto com fundo musical e gifs animados, passando o utilizador a distrair-se com tanta animação. A comunicação processa-se através de correio electrónico;
· a terceira fase é caracterizada pela preocupação com o design gráfico, passando este a ser simples e interactivo. A informação é bem estruturada e acompanhada por actividades interactivas. Assim, o utilizador passa de consumidor a produtor de texto. A comunicação diversifica-se e intensifica-se, sendo efectuada através de correio electrónico, fóruns temáticos e chats de conversação;
· a quarta fase é caracterizada pela simplicidade, sobriedade e interactividade do design gráfico, sendo fácil de usar e de pesquisar. A informação encontra-se organizada para os diferentes sectores do público-alvo. A comunicação é processada através de correio electrónico, de fóruns, de chats e de áudio e vídeo conferência. A edição de textos colaborativos é facilitada e com o aparecimento das tecnologias móveis, a aprendizagem ubíqua começa a generalizar-se.
Para além dos princípios básicos estruturais de um site educativo (a navegação, a orientação, o design e a comunicação), há que ter em atenção se motiva o utilizador a querer aprender, consultar e a explorar a informação nele disponível. Assim, consideram-se cinco as componentes de um site educativo: a informação, as actividades, a comunicação, a edição colaborativa on-line e a partilha. Estas cinco componentes não são estanques, estando interligados entre si.
Para aferir a qualidade de um site educativo, recorre-se a indicadores de qualidade. Neste artigo, são propostas nove dimensões que integram os os indicadores de qualidade de um site educativo, nomeadamente:
· a identidade – onde consta o nome do site, que deve estar sempre visível, o o seu propósito ou finalidade, a autoridade, a data de criação e da última actualização
· a usabilidade - refere-se à facilidade em usar e em aprender a usar o site;
· a rapidez de acesso – a existência de hiperligações activas e a rapidez interna de acesso são factores imprescindíveis para manter o interesse do utilizador;
· os níveis de interactividade – motivam o utilizador a explorar um site. São cinco os níveis de interactividade e vão desde o clicar numa hiperligação, a exercícios com feedback automático, ao preenchimento e envio de um formulário, entre outros.
· a informação – disponibilizada em diversos formatos (texto, imagem, som e vídeo ou em formatos combinados, como as simulações, os tutoriais e os podcasts) inclui as ajudas ao utilizador e as perguntas frequentes (FAQs), as sugestões e actividades para professores e encarregados de educação explorarem o site com os alunos ou os educandos, respectivamente.
· as actividades – pesquisa orientada, jogos e exercícios com correcção automática – levam o aluno a conhecerem a informação disponível no site, ou outras temáticas complementares em outros sites afins.
· a edição colaborativa online – permitem que vários utilizadores colaborem para um mesmo objectivo. Exemplos da edição colaborativa online são os blogues e as ferramentas Wiki.
· o espaço de partilha – é um espaço em que podem ser disponibilizados trabalhos realizados pelos alunos ou pelos professores
· a comunicação – deve proporcionar fóruns de discussão, para que haja um espaço de reflexão que motive os utilizadores a regressarem ao site, bem como correio electrónico e chats, em áudio e vídeo.
De acordo com a autora, estes indicadores de qualidade estão directamente relacionados com os componentes de um site educativo e com as actuais tecnologias. Cabe ao professor seleccionar os sites que que sejam mais adequados ao tema em estudo e ao nível de escolaridade em questão. É, também, de extrema importância que o professor, para além de manter o papel de orientador da aprendizagem, seleccione os sites educativos com qualidade na Web. Com a leitura deste artigo, sinto que, enquanto professora, adquiri as competências necessárias que me permitem seleccionar um site com qualidade.
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